Ruptura do tendão do manguito rotador

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A ruptura do manguito rotador é uma lesão extremamente dolorosa que ocorre, geralmente, em pessoas que realizam movimentos repetitivos associados a tendinopatias e ou trauma direto ou indireto com o ombro afetado. Não deve ser confundida com a tendinite, um processo inflamatório e, por vezes, crônico que ocorre no mesmo local.

Para entendermos o quão incapacitante é esse tipo de lesão, o manguito rotador é responsável pela ligação entre o úmero à escápula, tendo como principal função ajudar no movimento que fazemos para levantar os braços. Os tendões são responsáveis por anexar os músculos aos ossos para que os músculos movimentem as articulações e ossos.

Então, dá para sentir o impacto de quando esse tendão se rompe? Algumas vezes é possível perceber, mas em certos casos, em pessoas mais resistentes a dor, é possível sentir leve desconforto e não notar, principalmente em roturas parciais do tendão. Diferente da tendinite que é tratada com medicamentos e fisioterapia, a ruptura do tendão do manguito rotador pode requerer uma intervenção cirúrgica com o objetivo de restaurar o tendão que foi rompido. Também são indicados medicações, fisioterapia e repouso de certas atividades físicas.

A ruptura do manguito rotador inclui dor no ombro e fraqueza ao realizar movimentos com os ombros.

A decisão pela cirurgia é levada considerando o grau da lesão sofrida pelo tendão do manguito, que vai ser avaliado pelo ortopedista por meio de exames como radiografias e relatos de sintomas informados

Quando há ruptura completa do tendão, a necessidade de cirurgia se torna praticamente indispensável.

A cirurgia é realizada por meio de artroscopia. O aparelho tem uma câmera especial, que permite visualizar e avaliar toda a articulação do ombro, remover a Bursa inflamada, retirar restos de tendões degenerados. O tendão rompido é reparado com o que chamados de âncoras que são pequenos parafusos com fios na ponta que permitem manter o tendão fixado ao osso enquanto ele cicatriza. A recuperação é lenta, acompanhada de fisioterapia e pode levar de quatro a seis semanas em sua primeira fase.

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